quinta-feira, 19 de junho de 2014

A natureza por um ótimo ângulo.


segunda-feira, 2 de junho de 2014

Homem acelerou em mil vezes a taxa de extinção de espécies, diz estudo

Homem acelerou em mil vezes a taxa de extinção de espécies, diz estudo

Um novo estudo publicado nesta sexta-feira (30) na edição impressa da revista Science afirma que as ação humana acelerou em mil vezes a taxa de extinção das espécies de plantas e animais do planeta, em comparação com a taxa natural.
A reportagem é publicada por G1, 30-05-2014.
Os dados levantados pelo biólogo Stuart Pimm, da Universidade Duke, dos Estados Unidos, apontam que antes dos humanos, o ritmo de extinção era de uma espécie a cada 10 milhões por ano. Atualmente, essas cifras são de 100 a cada 1.000 por ano.
Apesar dos números alarmantes, o investigador afirma que está otimista porque novas tecnologias permitem aos ambientalistas intensificar esforços para manter a biodiversidade. Entre eles está a criação de um mapa, desenvolvido pelo cientista Clinton Jenkins, do Instituto de Pesquisas Ecológicas, localizado no Brasil, que mostra onde as espécies mais vulneráveis vivem.
O método ajuda a definir prioridades de conservação desses locais e, desta forma, evitar o desaparecimento de animais ou plantas.
Historicamente, a Terra passou por cinco grandes extinções, que aniquilaram mais da metade da vida do planeta. Atualmente, há um debate entre os cientistas que se perguntam se a humanidade será a causadora da próxima destruição massiva de espécies.
No entanto, já está na “conta de culpa” do ser humano o desaparecimento do pássaro Dodó (Raphus cucullatus), dolobo-da-Tasmânia (Thylacinus cynocephalus) e do lobo-das-Malvinas (Dusicyon australis).

quinta-feira, 22 de maio de 2014

Resgates de fauna e suas verdades ocultas | Caapora

Resgates de fauna e suas verdades ocultas | Caapora

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por Rafael Marcondes, Luciano Moreira Lima & Guilherme Garbino
Recentemente foi amplamente noticiado a morte em massa de animais silvestres afogados devido ao enchimento da represa da Usina Hidrelétrica de Santo Antônio, que está sendo construída no Rio Madeira, próximo à cidade de Porto Velho – RO. De acordo com uma pessoa que trabalhou nas atividades de  resgate de fauna durante o enchimento do lago da usina, o resgate foi ineficaz e houve um verdadeiro extermínio de animais na região. Antas, tatus, pacas, cotias e diversos outros bichos se afogaram, morreram e apodreceram nas águas do Madeira. O consórcio Santo Antônio Energia, responsável pela construção da usina respondeu que realmente ocorreram mortes, mas elas teriam sido míseros “1,8%” do total de animais resgatados, 25.517, e que desses, 97,7% haviam sido devolvidos “saudáveis” a natureza.
Um dos milhões de animais afogados pelo enchimento do lago da Usina Hidrelétrica de Santo Antônio, Rio Madeira, Rondônia. Fonte - aqui -
Um pequeno exercício matemático revela uma verdade oculta e macabra por traz são desses números. Vamos raciocinar um pouco… Uma espécie típica de ave passeriforme possui uma densidade populacional de 1 casal a cada 5 hectares, ou 1 indivíduo a cada 2,5 hectares (Terborgh et al. 1990). Segundo a própria Santo Antônio Energia, a área a ser alagada é de 16.400 hectares. Essa área comporta, portanto, cerca de 6.560 indivíduos de uma espécie típica de pássaro. Numa estimativa, conservadora, 200 espécies de passeriformes ocorrem na região do alto Rio Madeira. Multiplicando 6.560 por 200, chegamos a outra estimativa, também conservadora, de mais de 1 milhão de pássaros na área a ser inundada! Apenas de aves passeriformes! Não estamos contando as demais aves, nem répteis, anfíbios, mamíferos, borboletas e a míriade de outros invertebrados. Se os contássemos, facilmente a conta chegaria a bilhões de animais. Nesse contexto, a afirmação da empresa de que teriam sido 459, ou melhor, 459,306 para ser mais exato, os animais mortos pelo alagamento dispensa mais comentários.
Usina Hidrelétrica de Santo Antônio, Rio Madeira, Rondônia, ainda em fase de construção. Com as obras completamente concluídas mais de 16.000 hectares de florestas estarão para sempre submersos.
Vamos deixar um pouco de lado os infortunados que não conseguiram embarcar na Arca de Noé e nos concentrar em analisar o destino desses quase 25 mil animais resgatados e devolvidos “saudáveis” a natureza. Um ótimo ponto de partida para nos enveredarmos nessa questão é um elucidativo artigo do Professor Marcos Rodrigues, da UFMG, publicado em 2006 na revista Natureza & Conservação. Nessa publicação o autor levanta uma série de questões sobre o destino dos animais realocados, compartilhadas abaixo.
O objetivo declarado dos resgates de fauna é salvar animais que de outra maneira se afogariam. Para isso, equipes de biólogos e veterinários capturam animais, principalmente vertebrados, durante o enchimento da represa. Os animais capturados passam um breve período em centros de reabilitação e em seguida são liberados em áreas que, teoricamente, possuem características semelhantes àquelas de onde foram retirados, mas onde, obviamente, não haverá alagamento.
Embora lógico a primeira vista, esse procedimento parece ignorar o fato que muitas das espécies incluídas nesse bolo são territorialistas. Nesses casos, cada indivíduo, casal ou bando, dependendo da espécie, defende uma área da floresta (ou cerrado, caatinga, etc.), mantendo um território geralmente com fronteiras muito bem delimitadas. As vantagens do animal manter um território estão relacionadas principalmente com competição por recursos, incluindo alimento, abrigo e parceiros reprodutivos. Por isso, muitas espécies defendem exaustivamente seus territórios, não tolerando indivíduos da mesma, ou, por vezes, até de outras espécies. Em um ecossistema em equilíbrio, geralmente a maior parte do espaço está ocupada por territórios de uma dada espécie, imediatamente onde termina o território de um indivíduo, já começa o de outro. Áreas “desocupadas” geralmente não apresentam recursos necessários para aquela espécie.
O leitor provavelmente já entendeu onde acabaremos chegando. Ora pois, os animais resgatados são soltos em áreas onde geralmente não há territórios vagos, o que, consequentemente, resultará em uma superpopulação local da espécie. O que acontecerá então com esses indivíduos? As opções não são muitas e, possivelmente, eles tentarão tomar o território de um indivíduo já estabelecido. No entanto, as chances de sucesso são baixas, pois o recém-chegado, além de não conhecer o novo local, provavelmente estará em má-forma e estressado, após fugir da inundação, ser mantido em gaiolas, transportado etc., diminuindo ainda mais suas chances.
Caso não morra por motivos resultantes de disputas territoriais, o “invasor” poderá tornar-se um “satélite”: indivíduos que vagam em busca de um território desocupado. As chances de sobrevivência de um satélite, no entanto, são baixas, pois ele tem menor acesso a recursos e constantemente tem que se envolver em disputas com indivíduos cujos territórios ele invade. Além disso, quanto maior o número de satélites, mais tempo os indivíduos territoriais tem que passar se defendendo, diminuindo assim o tempo dedicado a atividades como alimentação e reprodução. Ou seja, a introdução dos indivíduos translocados pode impactar seriamente as populações naturais já estabelecidas
Assim, fica claro que resgates de fauna são muito pouco efetivos frente ao número de animais afetados no alagamento causado por uma usina hidrelétrica de grandes proporções, ou pior, podem funcionar como um “tiro no pé”. No entanto, é uma atividade com grande repercussão na mídia (quem nunca viu na televisão cenas de animais sendo resgatados por helicópteros e depois saindo de gaiolas para a “liberdade” da floresta?) e popular frente à opinião pública, que acredita que os animais estão realmente sendo “salvos” e ignoram que outros centenas de milhões foram, literalmente, por água abaixo ou sentenciados a vagar sem rumo nem direção pela floresta tal qual refugiados de um verdadeiro massacre. Problema? Nenhum… Afinal, o que os olhos não veem o coração não sente.
Post scriptum: Reproduzo aqui um pertinente comentário sobre o texto acima feito no FaceBook por Vitor de Queiroz Piacentini, o qual lança luz sobre mais um grave problema associado a resgates de fauna e não abordado diretamente no nosso texto.
O texto tá muito bom, e poderia ir até mais longe: os resgates em rios divisores de fauna (= espécies ou subespécies aparentadas substituindo-se em margens opostas dos rios) simplesmente ignoram o papel biogeográfico desses rios. O bicho-preguiça da margem direita tá há 694.750 anos sem contato com a população da margem esquerda? Não faz mal, solta tudo no mesmo buraco! Danem-se os padrões filogeográficos que a evolução levou anos construindo (os números do exemplo são hipotéticos, mas sei de fonte segura que mais de 200 preguiças de uma margem foram soltas na outra!)
O que os olhos não veem...
Fontes:
Rodrigues, M. 2006. Hidrelétricas, Ecologia Comportamental, Resgate de Fauna: uma FaláciaNatureza & Conservação, vol. 4, n. 1, p. 29-38. (A maior parte das informações, raciocínio e conclusões desse post foi adaptada deste excelente artigo.)
Terborgh, J. et al. 1990. Structure and organization of an Amazonian forest bird communityEcological Monographs, vol. 60, p. 213-238.

quarta-feira, 7 de maio de 2014

Falando de Meio Ambiente: Concurso para Serviço Florestal Brasileiro - SFB (...

Falando de Meio Ambiente: Concurso para Serviço Florestal Brasileiro - SFB (...: Começa hoje, 09/04, e vai até o dia 16/05 o período de inscrição para o concurso público e processo seletivo simplificado do Serviço Florest...

Falando de Meio Ambiente: LEGISLAÇÃO BRASILEIRA SOBRE MEIO AMBIENTE (Publica...

Falando de Meio Ambiente: LEGISLAÇÃO BRASILEIRA SOBRE MEIO AMBIENTE (Publica...:


Coleção com 7 cadernosA publicação reúne leis, decretos e demais atos normativos relacionados ao meioambiente em sete cadernos temáticos, nos quais incluiu, em cada um deles, texto introdutório que explica o conteúdo das normas, concatenando-as entre si e com a Constituição Federal. Os sete temas são: Fundamentos Constitucionais e Legais, Instrumentos da Política Nacional do Meio Ambiente, Temas Internacionais I, Temas Internacionais II, Recursos Hídricos, Qualidade Ambiental e Desenvolvimento Urbano e Regional. Legislação atualizada em 10/9/2013.

segunda-feira, 14 de abril de 2014

quarta-feira, 23 de outubro de 2013

Ônibus oferece chuveiro grátis para moradores de rua


Iniciativa realizada em São Francisco vai aumentar qualidade de vida para mais de 6.500 pessoas.
Uma iniciativa social em São Francisco, nos EUA, vem adaptando alguns micro-ônibus antigos com chuveiros, que serão usados para levar melhores condições de higiene para as pessoas em situação de rua. O projeto visa atender a mais de 6.500 desabrigados da cidade, e deverá entrar em ação a partir de março do ano que vem.

Batizado de “Lava Mae” (traduzido para “lave-me”), o projeto foi criado pelo ativista Doneive Sandoval com o objetivo de melhorar a qualidade de vida dos moradores de rua, reduzindo o índice de doenças entre estas pessoas. Ainda em fase de adaptação, os ônibus também vão contar com banheiros e pias, além de papel higiênico e toalhas disponíveis aos usuários.


A cidade de São Francisco foi eleita para a execução do projeto devido a um problema de infraestrutura também encontrado em outras partes do mundo – de acordo com o site Hypeness, há apenas dezesseis banheiros públicos com chuveiros disponíveis à população na cidade californiana, que funcionam em dias e horários limitados.

Por meio das ações do projeto “Lava Mae”, os banhos tomados dentro dos ônibus não serão cobrados, e a iniciativa tem tudo para inspirar ações semelhantes ao redor do mundo. Embora a ação ideal fosse dar uma moradia às pessoas em situação de rua, o plano ao menos ajuda a aumentar a cidadania dos moradores.

terça-feira, 15 de outubro de 2013

Comercial LIFEBUOY INDIA legendado PT BR

DOIS | Lins e Flávio

Novo Canal do You Tube do Rafinha Bastos.
Muito bacana a iniciativa.

INVENÇÕES MALUCAS ANTECIPAM AS TECNOLOGIAS DO FUTURO




Imagine um mundo sem a audácia e a inventividade de gênios criativos como Alexander Graham Bell, Leonardo DaVinci e o nosso brasileiro Alberto Santos Dumont. Muito provavelmente, sem esses engenhosos e corajosos desbravadores da tecnologia, você talvez ainda estivesse lendo este texto talhado numa pedra, sentado em outra. E eu nem vou comentar o que você teria no lugar do papel higiênico.
A questão é que por mais que a tecnologia caminhe na maior parte do tempo sobre a pavimentada rodovia das grandes corporações, de vez em quando o caminho do progresso só é possível atravessando a estrada de terra dos inventores de fundo de quintal. A diferença é que agora, até mesmo o mais tímido dos gênios tem uma plataforma gigantesca para divulgar suas descobertas aos quatro cantos do mundo, muitas vezes conseguindo até financiar o projeto com esquemas de crowdfunding (investimentos de pessoas que acreditam na empreitada).
A maioria das invenções obviamente surge apenas como protótipo, "beta", em fase de testes ou adaptação ao mercado. Muitas inclusive, são tão inúteis e/ou bizarras que certamente não passarão disso. Mas cada pequeno avanço tecnológico fruto de uma inspiração autônoma monta uma peça do grande quebra cabeças que nos espera no futuro.
Pra começarmos nosso passei pelo museu de invenções recentes da internet, esta incrível tecnologia chamada Ultra-Ever-Dry que apesar de meio esquisita tem uma função bem útil: repelir líquidos! Veja uma demonstração:

Quem não foi muito com a cara (ou a cor, ou a consistência) do produto, com certeza vai preferir o concorrente NeverWet, o repelente de líquidos em spray:

Se a química pode ser usada de forma quase mágica para revolucionar produtos, o mesmo se pode dizer do magnetismo, usado com maestria nessa caneta-brinquedo magnética:

E não precisa nem ser uma maravilha da ciência para propor uma abordagem totalmente diferenciada para produtos simples do dia-a-dia, como essa bolsa japonesa com zípers:

Aliás, você não precisa nem de uma oficina para sair bancando o Professor Pardal... Com esses truques e gambiarras (conhecidos na gringa como "lifehacks") você pode montar suas próprias soluções domésticas para problemas cotidianos:

Mas um dos vídeos com uma novidade tecnológica que causou quase tanto reboliço quanto os maiores lançamentos do mercado de telefonia móvel é a apresentação do Phonebloks, com a revolucionária proposta de montar um celular com componentes independentes, para facilitar customizações e upgrades:

Reinventarem uma tecnologia moderna como o celular é até esperado, mas o que dizer da criatividade de quem decide reinventar a roda? Pois essa é a proposta da Shark Wheel, um modelo de roda que diminui a superfície de contato para manobras em terrenos irregulares (só podia ser coisa de skatista, claro!):

Do mais elementar ao mais complexo, carros anfíbios nem são uma novidade mais. Só que este WaterCar Panther é o mais veloz deles:

Na onda de sustentabilidade que toma conta do planeta, esse pessoal decidiu inovar noelevador ecológico e inventou um dispositivo capaz de funcionar com uma bicicleta, roldanas e contrapeso:

Já que é pra sonhar alto, por que não uma bicicleta voadora? Já está em fase de testes:

E já que estamos voando na imaginação, a criatividade humana também funciona muito bem para o mal. Feitiçaria da tecnologia para fazer um boneco de bruxo voar em sua vassoura nesta pegadinha épica de Halloween:

As brincadeiras estão mesmo ficando mais nerds e ousadas. Jogar videogame com áudio providenciado por uma banda (piano e percussão) robô é algo que eu realmente nunca tinha visto:

Como hoje em dia dá pra inventar quase tudo o que se deseja, alguém elevou a brincadeira pra outro nível com a maravilhosa Beercade, um fliperama que serve cerveja aos vencedores:

Como beber e jogar ao mesmo tempo? Calma, existe uma invenção pra isso! Com o GrOpener você poderá abrir sua cerveja com apenas uma mão:

Parece que a mania de reinventar as coisas não tem limites... Esse pessoal decidiu atéreinventar a maneira de fazer as necessidades fisiológicas (de nº 2) com um singelobanquinho anatômico:

Outra coisa que o ser humano adora inventar são robôs. Este aqui é de uma inutilidade nunca dantes vista. Não sei qual o objetivo, mas conheça este robô capaz de fazer le parkour pela rua:

Só que nenhuma invenção compete com a máquina mais inútil do mundo...

Ao invés de gastar tempo e esforço com essas besteiras, esse pessoal podia focar no que interessa e seguir o exemplo deste engenhoso inventor baiano e seu balançador automático de rede:

EUREKA!

15 de Outubro - Dia do Professor


VERDADES DA PROFISSÃO DE PROFESSOR! (Educação Ambiental Crítica)
Por Paulo Freire

Ninguém nega o valor da educação e que um bom professor é imprescindível. Mas, ainda que desejem bons professores para seus filhos, poucos pais desejam que seus filhos sejam professores. Isso nos mostra o reconhecimento que o trabalho de educar é duro, difícil e necessário, mas que permitimos que esses profissionais continuem sendo desvalorizados. Apesar de mal remunerados, com baixo prestígio social e responsabilizados pelo fracasso da educação, grande parte resiste e continua apaixonada pelo seu trabalho.
A data é um convite para que todos, pais, alunos, sociedade, repensemos nossos papéis e nossas atitudes, pois com elas demonstramos o compromisso com a educação que queremos. Aos professores, fica o convite para que não descuidem de sua missão de educar, nem desanimem diante dos desafios, nem deixem de educar as pessoas para serem “águias” e não apenas “galinhas”. Pois, se a educação sozinha não transforma a sociedade, sem ela, tampouco, a sociedade muda.

Foto: Recomendamos Rebello Shop
Recomendamos Beth Bressanin

Charada Pedagógica - 15 de outubro

quarta-feira, 9 de outubro de 2013

Aquecimento global abre as portas para a ameba causadora de grave doença

Não é ficção: fique atento à ameba devoradora de cérebros

Uma ameba que vem ganhando grande destaque nos EUA é a Naegleria Fowleri, causadora da rara Meningoencefalite Amebiana Primária (MAP). O problema é que a ameba precisa estar em água morna para se tornar infecciosa e, por causa doaquecimento global, uma quantidade maior de casos está surgindo em pessoas que nadaram em águas que costumavam ser mais frias.
Esse contágio só ocorre quando a água morna entra em contato com o nariz. Do nariz, a ameba sobe até o cérebro e lá se multiplica e se alimenta da matéria cinzenta e dos fluídos cerebrais, ganhando assim seu apelido: ameba devoradora de cérebros. Embora pareça ficção, a MAP possui um taxa de fatalidade de 99% e leva dias para matar depois do surgimento dos sintomas, que são semelhantes à meningite ou a uma gripe forte.
Os EUA estão se mobilizando cada vez mais para pesquisar sobre a N. Fowleri, mas há também outros lugares do mundo que pesquisam a ameba e a MAP. Embora não existam dados suficientes no Brasil, existem pesquisadores brasileiros interessados no assunto.
Como a N. Fowleri fica em forma de cisto nas águas enquanto a temperatura não for adequada para seu desenvolvimento, até mesmo piscinas mal cuidadas podem estar infectadas e se tornar um risco quando suas águas são aquecidas. Para evitar a doença, além de realizar a higienização adequada das piscinas, é recomendado utilizar tampões de nariz ao nadar em águas mornas e quentes, já que esse contato é o único modo de contágio.
Acompanhe abaixo o infográfico explicativo da atuação da ameba:

Darwin e a prática da 'Salami Science'

27 de abril de 2013 | 2h 03  Por FERNANDO REINACH - O Estado de S.Paulo
Em 1985, ouvi pela primeira vez no Laboratório de Biologia Molecular a expressão "Salami Science". Um de nós estava com uma pilha de trabalhos científicos quando Max Perutz se aproximou. Um jovem disse que estava lendo trabalhos de um famoso cientista dos EUA. Perutz olhou a pilha e murmurou: "Salami Science, espero que não chegue aqui". Mas a praga se espalhou pelo mundo e agora assola a comunidade científica brasileira.
"Salami Science" é a prática de fatiar uma única descoberta, como um salame, para publicá-la no maior número possível de artigos científicos. O cientista aumenta seu currículo e cria a impressão de que é muito produtivo. O leitor é forçado a juntar as fatias para entender o todo. As revistas ficam abarrotadas. E avaliar um cientista fica mais difícil. Apesar disso, a "Salami Science" se espalhou, induzido pela busca obsessiva de um método quantitativo capaz de avaliar a produção acadêmica.
No Laboratório de Biologia Molecular, nossos ídolos eram os cinco prêmios Nobel do prédio. Publicar muitos artigos indicava falta de rigor intelectual. Eles valorizavam a capacidade de criar uma maneira engenhosa para destrinchar um problema importante. Aprendíamos que o objetivo era desvendar os mistérios da natureza. Publicar um artigo era consequência de um trabalho financiado com dinheiro público, servia para comunicar a nova descoberta. O trabalho deveria ser simples, claro e didático. O exemplo a ser seguido eram as duas páginas em que Watson e Crick descreveram a estrutura do DNA. Você se tornaria um cientista de respeito se o esforço de uma vida pudesse ser resumido em uma frase: Ele descobriu... Os três pontinhos teriam de ser uma ou duas palavras: a estrutura do DNA (Watson e Crick), a estrutura das proteínas (Max Perutz), a teoria da Relatividade (Einstein). Sabíamos que poucos chegariam lá, mas o importante era ter certeza de que havíamos gasto a vida atrás de algo importante.
Hoje, nas melhores universidade do Brasil, a conversa entre pós-graduandos e cientistas é outra. A maioria está preocupada com quantos trabalhos publicou no último ano - e onde. Querem saber como serão classificados. "Fulano agora é pesquisador 1B no CNPq. Com 8 trabalhos em revistas de alto impacto no ano passado, não poderia ser diferente." "O departamento de beltrano foi rebaixado para 4 pela Capes. Também, com poucas teses no ano passado e só duas publicações em revistas de baixo impacto..." Não que os olhos dessas pessoas não brilhem quando discutem suas pesquisas, mas o relato de como alguém emplacou um trabalho na Nature causa mais alvoroço que o de uma nova maneira de abordar um problema dito insolúvel.
Essa mudança de cultura ocorreu porque agora os cientistas e suas instituições são avaliados a partir de fórmulas matemáticas que levam em conta três ingredientes, combinados ao gosto do freguês: número de trabalhos publicados, quantas vezes esses trabalhos foram citados na literatura e qualidade das revistas (medida pela quantidade de citações a trabalhos publicados na revista). Você estranhou a ausência de palavras como qualidade, criatividade e originalidade? Se conversar com um burocrata da ciência, ele tentará te explicar como esses índices englobam de maneira objetiva conceitos tão subjetivos. E não adianta argumentar que Einstein, Crick e Perutz teriam sido excluídos por esses critérios. No fundo, essas pessoas acreditam que cientistas desse calibre não podem surgir no Brasil. O resultado é que em algumas pós-graduações da USP o credenciamento de orientadores depende unicamente do total de trabalhos publicados, em outras o pré-requisito para uma tese ser defendida é que um ou mais trabalhos tenham sido aceitos para publicação.
Não há dúvida de que métodos quantitativos são úteis para avaliar um cientista, mas usá-los de modo exclusivo, abdicando da capacidade subjetiva de identificar pessoas talentosas, criativas ou simplesmente geniais, é caminho seguro para excluir da carreira científica as poucas pessoas que realmente podem fazer descobertas importantes. Essa atitude isenta os responsáveis de tomar e defender decisões. É a covardia intelectual escondida por trás de algoritmos matemáticos.
Mas o que Darwin tem a ver com isso? Foi ele que mostrou que uma das características que facilitam a sobrevivência é a capacidade de se adaptar aos ambientes. E os cientistas são animais como qualquer outro ser humano. Se a regra exige aumentar o número de trabalhos publicados, vou praticar "Salami Science". É necessário ser muito citado? Sem problema, minhas fatias de salame vão citar umas às outras e vou pedir a amigos que me citem. Em troca, garanto que vou citá-los. As revistas precisam de muitas citações? Basta pedir aos autores que citem artigos da própria revista. E, aos poucos, o objetivo da ciência deixa de ser entender a natureza e passa a ser publicar e ser citado. Se o trabalho é medíocre ou genial, pouco importa. Mas a ciência brasileira vai bem, o número de mestres aumenta, o de trabalhos cresce, assim como as citações. E a cada dia ficamos mais longe de ter cientistas que possam ser descritos em uma única frase: Ele descobriu...

Maioria dos métodos de estudar para provas não funciona, afirma estudo. Será mesmo?

estudos

Existe uma forma certa de aprender?
Estudo feito por uma Universidade dos Estados Unidos aponta que há baixo aproveitamento do estudo que é feito com base no bom e velho costume de grifar o texto e fazer anotações. Foram avaliadas por tal estudo dez práticas: o teste prático (propor a realização após prática), prática distribuída de estudo (estudar um pouco por dia), técnica de perguntas elaboradas, autoexplicação, cronograma de estudo, resumo, grifar o texto, criação de palavras-chave, associação entre imagens e conceitos e releitura.
Destes, os “vilões” do aproveitamento do estudo foram a criação de palavras-chave, uso de imagens e releitura. Grifar o texto vem em seguida, como atividade de baixo aproveitamento.
Ora, pensando como indivíduo, já é um pouco chocante pensar que existe interesse em descobrir uma forma melhor de apender do que outra. Digo chocante, pois essa ideia pressupõe uma outra: a de que todos teriam, de alguma forma, capacidades semelhantes de aprendizado, o que não é verdade. O próprio estudo levou em consideração tantas variáveis (o tipo de atividade, características dos alunos, materiais e condições do ambiente, por exemplo) que fica contraditório haver um resultado final sendo que varia de acordo com a atividade, perfil do aluno e tópico de estudo. Basicamente, o que se afirma é que, dependendo da pessoa, do que ela estuda e de qual é a finalidade daquele estudo, o método fará diferença no resultado – o que, convenhamos, não é exatamente a invenção da roda.
O que defendo aqui é que cada um encontre as sua própria maneira de aprender. A minha, por exemplo, é grifando e associando aquele trecho ou frase a uma expressão ou palavra-chave, ligando os conceitos entre si ou retomando algo dito anteriormente. Também sei que não funciono fazendo listas de exercícios. No entanto, a descoberta da forma ideal de aprendizado é um processo de erro e acerto, até achar aquilo que funciona e o caminho que te faz aprender.
Em outras palavras: não vá jogar o grifa texto fora. A única pessoa que pode decidir o valor que ele tem para o seu próprio aprendizado é você.
estudo1
Segundo a pesquisa, a eficiência de cada técnica:
Interrogação elaborativa – ser capaz de explicar um ponto ou um fato – MODERADO
Auto-explicação – como um problema foi resolvido – MODERADO
Resumos – escrever resumos de textos – BAIXO
Marcar ou sublinhar trechos – BAIXO
Mnemônocos – escolher uma palavra para associar à informação – BAIXO
Criação de imagens – formar imagens mentais ao ler ou escutar – BAIXO
Releitura – BAIXO
Teste prático – Auto-teste para checar o conhecimento – principalmente com o auxílio de cartões de memória – ALTO
Prática distribuída – espalhar o estudo em um longo período de tempo – ALTO
Prática intercalada – alternar entre diferentes tipos de problemas – MODERADO

[retirado BBC]

Os diferentes usos do bicarbonato de sódio

Composto químico tem mais utilidade do que a maioria das pessoas imagina

O bicarbonato de sódio é comumente usado como antiácido ou como fermento, principalmente em receitas culinárias. Mas, na verdade, ele possui inúmeras utilidades nas mais diferentes situações, que vão da limpeza de paredes à da pele.
Para explicar melhor, aqui vão algumas sugestões:
-Manchas: coloque o bicarbonato em uma esponja úmida e esfregue delicadamente a parede para tirar manchas das paredes, incluído os rabiscos das crianças;
-Rejuntes: para limpar rejuntes, faça uma mistura de bicarbonato com água oxigenada e escove a sujeira;

-Louça: quando for lavar a louça, encha copos, xícaras, panelas e todo tipo de recipiente com água e bicarbonato de sódio. A mistura ajuda a desgrudar os restos de comida;
-Chulé: o bicarbonato também serve para acabar com chulé! Utilizando duas colheres de bicarbonato, você faz pequenos sachês para depois colocar dentro de sapatos e tênis durante a noite. Retire ao amanhecer e procure não calçar os sapatos e tênis se ainda restar algum vestígio do bicarbonato - ele pode causar irritações à pele;
-Cabelo: muita gente usa o bicarbonato de sódio no cabelo. Para tirar os resíduos químicos que se acumulam no cabelo, misture uma colher de sopa com o seu xampu e aplique uma vez por mês;

-Gatos: espalhar o bicarbonato em latas de lixo ou na caixa de areia dos gatos contribui para diminuir o mau cheiro;
-Esfoliante: uma mistura de três partes de bicarbonato de sódio e uma de água tem função esfoliante ajudando a remover as células mortas do corpo e devolvendo o aspecto saudável à pele. A técnica também serve para retirar cutículas antes de fazer a mão;

-Colchão: se seu bebê sofrer algum acidente na cama durante a noite e acabar sujando o colchão, o bicarbonato também pode ajudar. Espalhe sobre o lugar úmido, espere por duas horas e limpe com o aspirador de pó. Isso desumidifica e acaba com o mau cheiro. Mas não se esqueça de desinfetar o colchão;
-Pia: para não deixar a pia entupir, use preventivamente uma mistura de 250 ml de vinagre, água e bicarbonato de sódio. Essa "mistura caseira" elimina a gordura e os restos de comida presentes nos canos se você repetir o processo com certa periodicidade;
-Recipientes: se seu pote ou embalagem plástica ficou com cheiro de comida, mesmo depois de lavar, uma esponja úmida com bicarbonato resolve o problema;
-Gordura: para limpar a gordura do fogão, use a mistura de três partes de bicarbonato com uma de água.


Ciclovia em tempo real



 Aparelho delimita com luzes espaço para ultrapassagem de bicicletas e traz mais segurança para quem pedala à noite.http://migre.me/aYniQ